#Opino #7– Quebrando o 21 de Dezembro de 2012

Publicado em Atualizado em

Sim, vou falar do fim do mundo (não que ele esteja planeado claro). Mas bem, tem sido alvo de grandes confusões e discussões de pessoas que acreditam no calendário Maia em vez de o bom senso comum e da lógica. Claro que muitos podem não pensar na lógica, mas na verdade existe.

Hoje em dia as pessoas vivem sem tempo para pensar onde põem os pés e muito menos olhar para cima. Mas é exatamente com esta filosofia que vou começar. Todos sabemos que o nosso planeta é um planeta geologicamente ativo. Temos a presença de sismos, por vezes (não tão frequentemente) de vulcanismo. Para além dessas temos os mais raros mas sempre frequentes no verão: como tufões e furacões que curiosamente este ano saíram da sua estação. Mas vejamos, o tempo não anda todo alterado? Ou seja, são formados através da diferença de temperaturas por um fenómeno chamado de correntes de convecção:

A formação dos mesmos se dá quando o oceano é aquecido pelo sol durante algum tempo causando o aquecimento da massa de ar que se situa nas proximidades dos líquidos aumentando a humidade. A diminuição da temperatura é variável de acordo com a elevação da humidade e do ar quente. A força do furacão, ou seja, sua potência, depende do calor liberado pelo vapor de água, o que impulsiona a formação de uma tempestade que ganha força de acordo com o calor que possui, o que resulta em um furacão.

Ou seja, um fenómeno que resulta de grandes diferenças de amplitudes térmicas que depois desse ar subir voltam a arrefecer e quando descem voltam a aquecer: um fenómeno cíclico. Como todos sabemos, o aquecimento global resultante do efeito de estufa do planeta tem contribuindo para esse aquecimento. Contudo, só se dá em zonas mais tropicais. Como tal, um fenómeno natural e com uma explicação simples.

Agora falemos de sismos. São fenómenos que acontecem pelos movimentos das placas tectónicas. Sim, andamos sobre elas todos os dias, claro que umas situadas em zonas mais propícias para catástrofes (falando de uma forma simples). Como todos sabemos, os continentes movem-se e tal atividade não resulta do vento, pois não? Resulta do movimento das placas tectónicas que se deslocam todos os anos.

A questão é a seguinte: se temos tantos fenómenos naturais destes, como podem as pessoas acreditar que este será o “ano derradeiro”? Eu respondo: são pessoas que não andam informadas do mundo em que vivemos. A culpa tem muitas vezes a parte da televisão que é o grande meio que é e tem uma escassez de notícias aqui em Portugal, mas vejam, esta semana ainda ocorreu um sismo com uma escala de 7 ponto qualquer coisa… mas passou em rodapé!

As pessoas (como referi anteriormente) também não sabem olhar para o céu acima de nós e não se interessam pelo universo longínquo que temos sobre nós. Dos perigos que temos todos os dias possivelmente, a toda hora, possivelmente. Felizmente, temos a sorte de termos planetas ou luas que nos protegem desses fenómenos: meteoros. Ora vejam algumas partes desta notícia de ontem:

Júpiter volta a servir de “escudo protetor” da Terra

“É algo assustador testemunhar a quantidade de vezes que Júpiter é atingido”, afirma George Hall, astrónomo amador de Dallas, nos EUA, que captou, em vídeo, o “flash” em questão, em declarações à NBC News. Quando aconteceu, o momento foi também testemunhado por outro amador, Dan Peterson, que avisou os companheiros que partilham a mesma paixão através de e-mail.

Terra poderia estar fortemente ameaçada sem Júpiter

Por norma, os efeitos destes “agressores” cósmicos não são visíveis na superfície do planeta, sendo destruídos antes disso. Ainda assim, há marcas em Júpiter causadas por objetos de maior peso que comprovam esta teoria, sendo as mais recentes as deixadas em 1994 pelo cometa Shoemaker-Levy 9.

Citado, em 2009, pelo New York Times, o astrónomo amador Anthony Wesley, o primeiro a observar as referidas marcas, afirma que, caso Júpiter não desempenhasse este papel, os seres humanos estariam fortemente ameaçados, sujeitando-se a um fim semelhante ao dos dinossauros há 65 milhões de anos, que terá sido provocado pelo embate de um asteróide.

“Devemos sentir-nos muito felizes por Júpiter fazer o seu trabalho de ‘aspirador’, afastando esses enormes objetos cósmicos antes que tenham a possibilidade de nos atingir”, conclui o especialista.

Os astrónomos que, esta semana, observaram o “flash” em Júpiter, têm, no entanto, sublinhado que este não terá sido um dos casos mais violentos, já que não há, por enquanto, sinais conclusivos de “cicatrizes” deixadas no planeta.

Já imaginaram se acontecer e não termos essa sorte? Ou se a nossa Lua falhar? O nosso satélite-natural? Isso são coisas do dia-a-dia. Neste momento pode estar a dirigir-se um asteroide para aqui… Ou até não…

O que quero dizer com isto tudo, e finalizando, é que antes de nos preocuparmos com previsões Maias olhemos com grandes olhos para o solo que pisamos, para as pessoas à nossa volta, para o céu acima de nós. Isso é importante. Não nos devemos preocupar com “previsões” quando temos ameaças naturais e mais reais a qualquer segundo, a qualquer minuto, a qualquer hora, a qualquer dia… a qualquer ano! Devemos sobretudo saber cuidar devidamente do nosso planeta, coisa que hoje pouco acontece, infelizmente. Mas nós somos únicos. A nossa casa é única. O nosso planeta é único (pelo menos nas vizinhanças). Devemos cuidar dele porque afinal de tudo ele é insubstituível, e é a nossa casa! Muitos podem odiar por causa das situações da vida, mas lembrem-se, são as pessoas que definem um lugar e nestes dias ainda são poucas as que marcam a diferença.

Pensem nisso, que existem ameaças constantes e não pensem que se está a acontecer é por causa de um calendário, até porque se existe alguma responsabilidade, essa é nossa!

Uma opinião sobre “#Opino #7– Quebrando o 21 de Dezembro de 2012

    #NASA Desmente o Fim do Mundo « Olhos Castanhos Com Linhas disse:
    30 de Novembro de 2012 às 18:50

    […] como já tinha abordado e escrito a minha opinião e justificação deste evento no #Opino #7– Quebrando o 21 de Dezembro de 2012 em Setembro, fica aqui uma notícia da NASA acabada de publicar pelos diversos meios de […]

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