Minhas Dicas–#Escrever

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Onde encontras a inspiração?

Esta possivelmente é a pergunta que todos perguntam por algo que acaba por ser difícil de responder. Cada pessoa é diferente pelo que diferentes estímulos estimulam a inspiração. Eu sou bastante sincero, para mim, basta observar um comportamento, uma atitude ou o meio em que estou inserido para ter alguma ideia. Essa ideia depois sim é trabalhada mas este processo como pode se tornar rápido como lento.

E as ideias que vêm quando estamos a escrever um livro?

Para mim essas ideias são as melhores apesar de me acontecer sempre nalgum momento do livro ou série que estou a escrever. Eu como tenho boa memória relativamente a histórias e todo esse universo acabo por reter essa ideia e ir pensando nela nos tempos livres para quando terminar o projeto atual já ter onde trabalhar. De qualquer das maneiras apontar essa ideia é sempre algo que recomendo.

Estou a olhar para uma página em branco e nada me sai. O que faço?

Isso é das coisas mais terríveis que pode acontecer a alguém que tem mesmo vontade e desejo de escrever (bloqueio criativo). Eu passei um quando estava a escrever o meu último livro. Digo-vos, assustei-me bastante mas o que fiz foi pensar: Ok, não estás a conseguir e possivelmente se tentares amanhã só estás a pressionar o cérebro que também precisa de descansar. O melhor mesmo é afastar-me por uns dias. Foi mesmo isto que fiz e resultou. Às vezes basta apenas uma semana de pausa, algo que nos distancie do projeto. Aproveitem para ver um filme ou sair que pode ser que no meio dessas atividades aparece uma ideia brilhante.

Como crias as personagens? Existe alguma componente pessoal nessa criação?

Na verdade sim, existe mesmo.

Primeiramente vejo e imagino mentalmente a personagem que quero para o papel que quero que tenha, algo como realizar um casting mental, com direito a nome e tudo. O nome é algo bastante importante. Quando lemos uma frase queremos que as palavras sejam lidas como uma música, a soar bem. A personalidade é algo que não se consegue definir de imediato quando não se tem um propósito para as personagens, quando não se tem num final pensado.

Eu coloco sempre traços nas minhas personagens de pessoas que conheço ou que vejo. Traços nossos também se torna em algo bastante interessante de ver ou até mesmo o contrário em criarmos uma personagem com traços por nós odiados e trabalhar então num outro sentido.

Não consigo definir um final. E agora? Foi tudo em vão?

O final é daquelas coisas que, para mim, é obrigatório irmos pensando ao longo que vamos delineando cada capítulo. Temos que ter tempo para fazer o final que queremos, ou seja, temos que ter tempo para conduzir a história pelo caminho certo que nos vai levar a esse final.

O melhor é pensares nos teus sonhos, fantasias e imaginações e pegares nas tuas personagens e no que tens delas. Nesse jogo mental é que vês o que queres. Contudo, é importante saberem que tipo de obra estão a criar: se romance, policia, drama ou fantasia.

Respondendo à outra parte: não.

De tudo o que escrevemos nada é em vão. Pudemos tirar partido e lições dessa experiencia e saber identificar os nossos erros para sabermos evoluir na criação de mundos e de histórias impossíveis (ou não) ou imagináveis. Podes sempre fazer uma nova história pegando no que já tens, nada garante é que no final sintas desilusão.

É bom divulgarmos a nossa obra e alguns excertos dela?

A meu ver sim. Pudemos sempre aprender alguma coisa e no meio de opiniões podem até surgir ideias ou aparecer situações que não estavas à espera o que te pode levar a mudar a história, e quando mais cedo melhor. É sempre bom ter também apoio moral o que te motiva ainda mais a fazer uma coisa bem-feita.

Acabei, e agora?

Bem, nesta parte não sou muito experiente mas vou tentar dizer o que faço e farei: corrige a obra ou procura alguém de confiança que tenha essa possibilidade e prepara-a bem, supervisionando tudo no final. É bastante difícil na verdade uma outra pessoa fazer revisão pois ela não está na nossa cabeça para perceber o que queremos dizer.

No final, a decisão é tua. Contacta as editoras e envia-lhes os dois primeiros capítulos que são, geralmente, sempre o pedido. Se gostarem e quiserem ver o resto do trabalho para uma outra análise então aí já tens um princípio.

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