#Ler–Um Dever ou um Prazer?–(Obras de Leitura Obrigatória)

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Ler é um dever ou um prazer? Eis a questão. E na verdade é mesmo uma boa pergunta.

Já abordei este tema de uma forma bastante ligeira o ano passado (não me recordo onde), pelo que acho por bem fazer-me perceber. Fazer com que vocês percebam as razões daquilo que vou apontar, quer positivamente, quer negativamente.

Estão a tentar perceber do que estou a falar, não é? Bem, as pistas seguem em imagens:

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Conhecem esses livros, não é? Também aposto que já devem ter ouvido falar, de todos os outros livros, não é? Aqueles que estão “no separador” do Ministério da Educação, nomeados de: Obras de Leitura Obrigatória.

Bem, o que eu quero defender com esta entrada de blog é que critico profundamente este “conceito”, sé é mesmo assim que posso falar, das obras de leitura obrigatória que os nossos professores, quer sejam eles do 2º, 3º ou ensino Secundário nos impigem quase “à força”. E qual a razão de eu o fazer? Qual a razão de eu criticar este sistema de ensino no que toca à disciplina de Português?

Como todos devem saber e já terem ouvido mais vezes do que aquelas que vocês podem contar, ler é algo importante, e eu mesmo o digo e defendo. Eu tiro prazer/gosto de ler. Acho completamente extraordinário os lugares, espaços e mundos imaginários que os autores nos conseguem levar. As personagens, a maneira como elas tocam o leitor. E tudo isto acontece sem sairmos de um único sítio: do conforto da nossa casa, sentados ou deitados, a ler. A agarrar aquele livro pequeno ou grande nas nossas mãos, e sentir que a história realmente nos diz algo. Que a sua função não é apenas vender, não é apenas fantasiar, melhor será dizendo.

Os nossos professores e todos os membros do Governo (sim, é verdade. Os livros estão com uma taxa de IVA de 6% – o que agradeço profundamente – porque o próprio 1º ministro o disse: que ler fazia parte da cultura) e Ministério da Educação nos tentam passar essa importância. E como é que fazem isso? Por essas leituras, que os professores defendem severamente que é importante apesar de acharem uma seca tremenda.

O que eu critico nisso é que, e pegando no meu exemplo, demorei bastante tempo até entrar numa livraria com o gosto e desejo de comprar um livro. Com aquela predisposição para irmos para a zona que tem o nosso género literário. Eu demorei bastante tempo. Foi, se não estou em erro, apenas em 2006 – eu com 11/12 anos – que soube e que descobri aquilo que gostava. Aquilo que eu tinha gosto em ler e em querer comprar mais, mais e mais. Não comprar pela quantidade, mas pela qualidade que depois fui sabendo avaliar pela forma de escrita, histórias e etc., que os vários escritores têm.

Sendo assim, penso que com a leitura destas obras, obras que são clássicas, está correto, e com o objetivo de criar hábitos de leitura, o Ministério da Educação acaba por assustar fortemente as crianças e jovens que se estão a “iniciar” neste mundo, no mundo da ficção. Fico mesmo com a ideia que grande parte deles não pega num livro por, nas suas cabeças limitadas e rotuladas, pensarem que todos vão ser do mesmo género. Tenho mesmo provas e sei de histórias de pessoas que não gostavam, não conseguia e depois tornou-se num vício.

E do mesmo género porquê? Porque os escritores escolhidos são sempre algo difícil de interpretar e de saber o que nos querem transmitir. Está correto que no final da leitura, poderemos achar que realmente a obra é fantástica – como acontece com Os Lusíadas, ou Os Mais – ,mas a maneira como é abordado tão … tão “forçadamente” acaba por estragar qualquer vontade que alguém tenha de ler verdadeiramente alguma coisa.

Eu também os acho assim, difíceis de compreender. Mas olhem, podem sempre arranjar estratégias… Eu estou a ler O Memoria do Convento enquanto leio outro livro (bem mais interessante e de tirar o fôlego) ao mesmo tempo! Smiley piscando

Muitos também acham secante ler, não sei como! Contudo, tenho que confessar e admitir que isso pode acontecer por 3 motivos: distração quando leem, lerem mal ou mesmo o género literário não é aquele que dá uma certa pica, uma certa adrenalina aquando da leitura de um livro.

Já sabem: os livros não são todos iguais, os escritores não são todos iguais, e, até mesmo um escritor evolui de livro para livro com as suas aprendizagens daquilo que a vida lhe trás.

Leiam muito… leiam o meu blog… Smiley mostrando a língua

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