#Diário de uma Condução

#Diário de um #Estudante #18

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Férias… é esta a palavra que reina quer na nossa “vida real”, quer na das redes sociais…, se bem que posso dizer que o meu último dia foi bastante engraçado…

Em Leiria o tempo tem estado bastante agreste sendo que o vento é o pior e o melhor inimigo de todos. Das melhores coisas que pode haver em dias de vento é estarmos na rua ou a caminho para a escola e nos depararmos com pessoas a lutar com os chapéus-de-chuva ou então a tentar que eles não se vierem ao contrário sendo que por vezes se torna numa tarefa bastante difícil.

Além do mais, as portas de saída da nossa escola são as maiores e mais pesada do mundo por servirem também para combater os possíveis incêndios. Ontem ao tentarmos sair fomos surpreendidos por um vento fortíssimo que não nos deixava abrir a porta, e isto com 3 pessoas a empurrar e com os cabelos ao vento (literalmente), como malucos (literalmente), enquanto os outros se riam. É a vida, não é? Os nossos amigos são do melhor.

Ao escrever sobre isto, lembrei-me das nossas aulas de português das terças-feiras em que acontece sempre alguma coisa motivo de riso por longos minutos. Se no passado mês entrou um rapaz dentro da sala adentro fruto de uma brincadeira a acontecer durante o intervalo, nesta semana foi a vez de um bater contra o vidro da sala e cair no chão. Algo que nos rimos e assustamos bastante. Mas também, não era nada conosco.

Acabamos por ver nesta semana o filme Ensaio sobre a Cegueira sendo que é um filme até bastante forte e com imagens mesmo impressionantes. Tenham cuidado com quem o vêm Smiley piscando.

Sendo tempo de férias, este é o último post deste ano…, ou talvez não… Um pouco de mistério.

Podem sempre acompanhar Algo #Festivo para saber tudo o que se vai passando do Natal, uma época que gosto bastante, não só por causa dos presentes mas pela convivência familiar, de estarmos juntos nas noites mais curtas mais mais esperada, comemorada e vivida do mundo. Faço aqui o meu apelo para que aproveitem a alegria desses dois dias (véspera de natal e dia de natal) para conviverem e se divertirem com as vossas famílias…

Junto a uma árvore de natal! Smiley de boca aberta

#Diário de uma Condutora

Publicado em Atualizado em

Querido Diário

6 de Janeiro

Passei no exame de condução! Posso agora conduzir o meu próprio automóvel, sem ter de ouvir as recomendações dos instrutores, sempre a dizerem-me “por aí é sentido proibido!” “Vamos em contra-mão!”, “Olha a velhinha! Trava! Trava!”, e outras coisas do género. Nem sei como aguentei estes últimos dois anos e meio…

Querido Diário

8 de Janeiro

A Escola de Condução fez-me uma festa de despedida. Os instrutores nem sequer deram aulas. um deles disse que ia à missa, julgo que vi outro com lágrimas nos olhos e todos disseram que iam embebedar-se, para comemorar. Achei simpática a despedida, mas penso que a minha carta não merecia tal exagero.

Querido Diário

12 de Janeiro

Comprei carro, infelizmente tive que deixar o carro no concessionário para substituir o pára-choques traseiro, quando tentei sair, meti marcha-atrás em vez de primeira. Deve ser falta de prática. Há uma semana que não conduzo!

Querido Diário

14 de Janeiro

Já tenho o carro. Fiquei tão feliz ao sair do Stand, que resolvi dar um passeio. Parece que muitos outros tiveram a mesma ideia, pois fui seguida por inumeros automóveis, todos a buzinar como num casamento. Para não parecer antipática entrei na brincadeira e reduzi a velocidade de 10 para 5 à hora. Os outros gostaram buzinando ainda mais.

Querido Diário

22 de Janeiro

Os meus vizinhos são impecáveis comigo. Colocaram posters avisando em grandes letras: “ATENÇÃO ÀS MANOBRAS”, marcaram com tinta branca um lugar bem espaçoso para eu estacionar e proibiram os filhos de sair à rua enquanto durassem as manobras. Penso que é tudo para não me perturbarem. Ainda há gente boa neste mundo…

Querido Diário

31 de Janeiro

Os outros automobilistas estão sempre a buzinar e acenar-se. Acho isso simpático, embora um pouco perigoso. É que um deles apontou para o céu com o dedo espetado. Quando procurei ver o que me apontava, quase bati. Valeu que ia à minha velocidade de cruzeiro de 10/h.

Querido Diário

10 de Fevereiro

Os outros automobilistas têm hábitos estranhos. Para além de acenarem muito, estão sempre a gritar. não os oiço, por ter os vidros fechados, mas julgo que me querem dar informações. Digo isto porque julgo ter percebido um a dizer “Vai para casa”. A ser verdade é espantoso. Não sei como ele adivinhou para onde ia. De qualquer modo, quando eu descobrir onde fica o botão de abrir os vidros vou tirar muitas duvidas.

Querido Diário

19 de Fevereiro

A cidade é muito mal iluminada. Fiz hoje a minha primeira condução noturna e tive de andar sempre nos máximos para ver convenientemente. Todos os automobilistas com quem me cruzei pareciam concordar comigo, pois também ligaram os máximos e alguns chegaram mesmo a acender outros faróis que tinham. Só não percebi a razão das buzinadelas. Talvez para espantar qualquer cão ou gato. Sei lá.

Querido Diário

26 de Fevereiro

Hoje tive um acidente. Entrei numa rotunda, e como havia muitos automóveis (não quero exagerar, mas deviam ser, no mínimo, uns quatro), não consegui sair. Fui dando voltas bem juntinho ao centro, à espera de uma oportunidade, de tal forma que acabei por ficar tonta e fui chocar com o monumento no centro da rotunda. Acho que deviam limitar a circulação nas rotundas a um carro de cada vez.

Querido Diário

3 de Março

Estou em maré de azar. Fui buscar o carro à oficina e, logo à saída troquei os pés, acelerando a fundo em vez de travar. Abalroei um carro que ia a passar, amassando-lhe todo o lado direito. O automobilista era, por coincidência o engenheiro que me fez o exame de condução. Um bom homem, sem dúvida. Insisti em dizer-lhe que a culpa era minha, mas ele educadamente, não parava de repetir: “Que Deus me perdoe! Que Deus me perdoe!”