Sentimentos

O Bater do Coração (Pub. 2)

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“Certo! Não era coisa que eu ouvisse todos os dias, e na verdade, acho que nunca tinha ouvido. No entanto, era estranho. Ouvir um rapaz com dezassete ou dezoito anos a dizê-lo. Não duvidei por um segundo que estivesse a dizer a verdade, bastava olhar para os seus olhos. Aproximei-me dele, hesitante, dando passadas breves e curtas. Nunca tinha sentido esta sensação de querer reconfortar alguém. Era como estar num daqueles meus livros, nas histórias que lia todas as noites.
Sentei-me junto do rapaz, ainda sem nome, e fiz uma coisa que nunca tinha feito a ninguém, coloquei o meu braço pelas suas costas. Estava quente e tremia. Chorava. Nunca tinha visto um rapaz chorar. Era um leque novo de emoções também para mim.
O navio deu um solavanco o que me fez aproximar mais dele, causando um bater mais acelerado do meu coração. Acabei por o abraçar.”

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(Convite) Lançamento do meu livro: O Bater do Coração

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Eu nem estou a acreditar que vos estou finalmente aqui a escrever sobre isto…

Desde que me lembro, dos sonhos que tinha…, aquele que se destacava era o que tinha a ver com a escrita. Acho algo maravilhoso. O poder da palavra. O poder de criar histórias. De fazer o leitor rir, chorar, alegrar-se, enraivecer-se… O poder de levar o leitor para um outro mundo.

Ainda não percebi bem este meu gosto…, é algo complicado quando lidamos com a imaginação e tudo aquilo que ela nos “mete à frente”. A verdade é que por causa disso, tenho que agradecer aos meus amigos pelo apoio que me davam e que me dão. Por me aturarem quando a minha cabeça andava à roda. Por opinarem sobre o que eu escrevia. Por estarem lá.

É um sonho complicado…, eu sei disso. Foi algo que sempre vi. Algo que sempre que fechasse os olhos, quase que conseguia tocar nele. Sentir. Sorrir. Quando voltava a abrir os olhos, as coisas estavam na mesma. Tudo na mesma…

Pois bem, eu quis seguir os meus sonhos. Quis que aquilo que aparecia quando eu fechava os olhos se tornasse realidade. Queria passar as histórias que rodeavam a minha cabeça parar às vossas mãos. Queria que enquanto estivessem a ler “aquelas” páginas, conseguissem estar noutro sítio. Num sítio completamente alheio às preocupações. Aos dramas. Às tristezas.

Eu sonhei. Eu trabalhei e sonhei ao mesmo tempo para que, no fim, no final de todo o trabalho que já leva anos, pudesse estar aqui, a escrever para vocês que me acompanham, sobre o lançamento do meu primeiro livro. Tenho que dizer que foi difícil começar a partilhar as minhas palavras. Partilhar algo que era tão pessoal para mim. Mas deixei que o sonho me invadisse por completo e o resultado é o que se tem visto nestes anos de trabalho e muita mas muita dedicação.

Vai ser então no dia 7 de Junho, no Hotel Eurosol Leiria o lançamento do livro O Bater do Coração e, sem dúvida, que a vossa presença  fará a diferença! Espero poder contar convosco para me acompanharem ao longo desta jornada. Desta grande escalada em que farei por fazer melhor.

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Gotas da Vida

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clip_image002Todos os dias olho pela janela, desejando estar aí fora… contigo. Desejando poder sentir as gotas de água caírem-me na cara e com elas, lavar todo o meu ser: diluir as minhas mágoas… as minhas tristezas… as minhas desilusões.

Fecho os olhos. Estou aí contigo.

Sinto-te! Sinto que não estou sozinho. Sinto que estou acompanhado…

Não me importando com o facto de me poder molhar, afinal de contas, estou com um amigo, sento-me no chão, abraçando o meu amigo recém-chegado… Aquele que aparece só de vez em quando e que com ele me dá a melhor alegria… a alegria de não me julgar.

Encosto a cabeça ao muro de pedra, de olhos fechados, pensando… pensando no que não quero pensar. Pensando no que quero pensar. Pensando no que não deveria pensar… Pensando em como te queria aqui sempre…

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A Caixa da Vida

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É geralmente durante a noite… quando o frio me invade e tenho apenas como companhia a escuridão… uma escuridão que, aliada ao meu ser, me faz fechar os olhos e abrir a caixa das recordações.

Abro a caixa, abro a caixa com bastante cuidado. Não porque tenho medo, mas sim porque o que guardo lá dentro é o mais precioso que tenho desta vida. É aquilo que me dá calor nas noites frias de inverno, é aquilo que alimenta a minha alegria, é aquilo que faz as minhas alegrias! É aquilo que procuro quando estou sozinho… sozinho na companhia da minha sombra, aquela que me conhece verdadeiramente e que, sem nada pedir, partilhou comigo todos aqueles momentos.

Ainda tenho os olhos fechados, mas a escuridão já não me assusta como dantes… o frio já não é mais um inimigo. Pego mentalmente na minha caixa, e, suavemente…, cuidadosamente… como se de pedras preciosas se tratassem, pego em cada fotografia e reproduzo mentalmente aquele momento na maior e melhor sala de cinema que alguém alguma vez poderá ter. Sorrio com a memória… sorrio para a felicidade de outrora… Sorrio para aquilo que me diz… Sorrio pela saudade que me traz.

Aperto mais os olhos… quero manter aqueles frames comigo… não os quero deixar ir… Sinto uma lágrima sair da tela de exibição… Uma lágrima que não me entristece… é uma lágrima que me traz o calor que vem enfrentar o frio que sentia outrora. Uma lágrima que traduz aquilo que eu sinto quando nenhuma outra palavra o pode fazer.

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“Eu Quero Viver”

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É mesmo isso que este vídeo, esta curta retrata e de uma maneira fantástica. Eu confesso que já o vi mais de quatro vezes pela força que tem todo o vídeo naquilo que é um final fantástico.

A atriz é possível que a conheçam, atualmente participa na série The Following.

Mas vejam o vídeo e pensem vocês no significado que tem…

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Podem ver como foi feito:

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Fecho os olhos…

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Fecho os olhos… fecho porque estou exausto. Estou cansado! Estou cansado do mundo. Estou cansado de acordar todos os dias, abrir os meus olhos e ver que está tudo na mesma. Estou cansado de acordar e ver que nada mudou. Estou cansado de ver que está tudo na mesma e que depois de tudo o que já fiz nada mudou.

Mas eu fecho os olhos, fecho-os para o mundo. Fecho-os!, mas não para ti, mas somente para o mundo que me perturba mesmo nos meus sonhos…. Algo tão meu! Mesmo em ti, algo que culpa não tens. Mesmo nela, que nada tem a ver, ou mesmo no outro… Sei lá! Só quero fechar os olhos…

Mas eu não consigo fechar os olhos, só os fecho para chorar… para derramar a minha tristeza em cada lágrima caída sobre o infinito dos meus sonhos que, a cada dia que passa, vejo serem destruídos pela fúria do tempo que de mim, tudo tira.

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“A MÚSICA TOCA, O ARTISTA CANTA, E O SENTIMENTO INSTALA-SE”

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A música toca, o artista canta, e o sentimento instala-se. É assim, não é? É sempre assim. Aquela palavra que nos toca, que toca na nossa ferida de uma maneira tão violenta… tão intensa… de uma maneira tão fria. Faz-nos pensar que não estamos verdadeiramente bem. Faz-nos sentir que… faz-nos sentir magoados. Que, afinal de contas, aquilo que pensávamos que não existia, esteve sempre ali. Esteve sempre ali a ser descoberto e redescoberto a cada vez que carregamos no botão play. A cada vez que queremos reviver essa dor na tentativa de reconforto por sabermos que alguém sente aquilo que nós estamos a sentir. Por alguém que consegue ver os nossos medos, aquilo que nos é desconhecido e nos quer domar. Que consegue ver os nossos demónios.

Um olhar, um olhar e é tudo o que basta para que passemos a estar nas mãos de alguém… ou de algo! Para que passemos a estar nas mãos dos nossos medos, dos nossos receios e de que as coisas poderão não melhorar.

Mas então a música acaba, o artista terminou de disparar sobre o nosso coração. A música que vem a seguir é uma outra música… é uma batida diferente. É alegre!
A música toca, o artista canta, o sentimento instala-se. O sentimento de felicidade que tem a difícil tarefa de penetrar nos muros que erguemos. Uns muros erguidos pela vida que demos aos nossos demónios.

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