alegria

“Bancada”

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sofrimento
Estava felicíssimo. Estava radiante! Como se todos os meus problemas tivessem desvanecido. Mas então vi-te!
Vi-te abatida.
Vi-te caminhares até à bancada e apoiares o teu corpo fragilizado sobre os azulejos que quase podia jurar terem-se tornado vermelhos com tamanha dor.
As tuas pernas fraquejaram…, não aguentavam! Foi aí que apareci. Foi aí que te agarrei.
 
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A Caixa da Vida

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É geralmente durante a noite… quando o frio me invade e tenho apenas como companhia a escuridão… uma escuridão que, aliada ao meu ser, me faz fechar os olhos e abrir a caixa das recordações.

Abro a caixa, abro a caixa com bastante cuidado. Não porque tenho medo, mas sim porque o que guardo lá dentro é o mais precioso que tenho desta vida. É aquilo que me dá calor nas noites frias de inverno, é aquilo que alimenta a minha alegria, é aquilo que faz as minhas alegrias! É aquilo que procuro quando estou sozinho… sozinho na companhia da minha sombra, aquela que me conhece verdadeiramente e que, sem nada pedir, partilhou comigo todos aqueles momentos.

Ainda tenho os olhos fechados, mas a escuridão já não me assusta como dantes… o frio já não é mais um inimigo. Pego mentalmente na minha caixa, e, suavemente…, cuidadosamente… como se de pedras preciosas se tratassem, pego em cada fotografia e reproduzo mentalmente aquele momento na maior e melhor sala de cinema que alguém alguma vez poderá ter. Sorrio com a memória… sorrio para a felicidade de outrora… Sorrio para aquilo que me diz… Sorrio pela saudade que me traz.

Aperto mais os olhos… quero manter aqueles frames comigo… não os quero deixar ir… Sinto uma lágrima sair da tela de exibição… Uma lágrima que não me entristece… é uma lágrima que me traz o calor que vem enfrentar o frio que sentia outrora. Uma lágrima que traduz aquilo que eu sinto quando nenhuma outra palavra o pode fazer.

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“A MÚSICA TOCA, O ARTISTA CANTA, E O SENTIMENTO INSTALA-SE”

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A música toca, o artista canta, e o sentimento instala-se. É assim, não é? É sempre assim. Aquela palavra que nos toca, que toca na nossa ferida de uma maneira tão violenta… tão intensa… de uma maneira tão fria. Faz-nos pensar que não estamos verdadeiramente bem. Faz-nos sentir que… faz-nos sentir magoados. Que, afinal de contas, aquilo que pensávamos que não existia, esteve sempre ali. Esteve sempre ali a ser descoberto e redescoberto a cada vez que carregamos no botão play. A cada vez que queremos reviver essa dor na tentativa de reconforto por sabermos que alguém sente aquilo que nós estamos a sentir. Por alguém que consegue ver os nossos medos, aquilo que nos é desconhecido e nos quer domar. Que consegue ver os nossos demónios.

Um olhar, um olhar e é tudo o que basta para que passemos a estar nas mãos de alguém… ou de algo! Para que passemos a estar nas mãos dos nossos medos, dos nossos receios e de que as coisas poderão não melhorar.

Mas então a música acaba, o artista terminou de disparar sobre o nosso coração. A música que vem a seguir é uma outra música… é uma batida diferente. É alegre!
A música toca, o artista canta, o sentimento instala-se. O sentimento de felicidade que tem a difícil tarefa de penetrar nos muros que erguemos. Uns muros erguidos pela vida que demos aos nossos demónios.

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