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Gotas da Vida

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clip_image002Todos os dias olho pela janela, desejando estar aí fora… contigo. Desejando poder sentir as gotas de água caírem-me na cara e com elas, lavar todo o meu ser: diluir as minhas mágoas… as minhas tristezas… as minhas desilusões.

Fecho os olhos. Estou aí contigo.

Sinto-te! Sinto que não estou sozinho. Sinto que estou acompanhado…

Não me importando com o facto de me poder molhar, afinal de contas, estou com um amigo, sento-me no chão, abraçando o meu amigo recém-chegado… Aquele que aparece só de vez em quando e que com ele me dá a melhor alegria… a alegria de não me julgar.

Encosto a cabeça ao muro de pedra, de olhos fechados, pensando… pensando no que não quero pensar. Pensando no que quero pensar. Pensando no que não deveria pensar… Pensando em como te queria aqui sempre…

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“A MÚSICA TOCA, O ARTISTA CANTA, E O SENTIMENTO INSTALA-SE”

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A música toca, o artista canta, e o sentimento instala-se. É assim, não é? É sempre assim. Aquela palavra que nos toca, que toca na nossa ferida de uma maneira tão violenta… tão intensa… de uma maneira tão fria. Faz-nos pensar que não estamos verdadeiramente bem. Faz-nos sentir que… faz-nos sentir magoados. Que, afinal de contas, aquilo que pensávamos que não existia, esteve sempre ali. Esteve sempre ali a ser descoberto e redescoberto a cada vez que carregamos no botão play. A cada vez que queremos reviver essa dor na tentativa de reconforto por sabermos que alguém sente aquilo que nós estamos a sentir. Por alguém que consegue ver os nossos medos, aquilo que nos é desconhecido e nos quer domar. Que consegue ver os nossos demónios.

Um olhar, um olhar e é tudo o que basta para que passemos a estar nas mãos de alguém… ou de algo! Para que passemos a estar nas mãos dos nossos medos, dos nossos receios e de que as coisas poderão não melhorar.

Mas então a música acaba, o artista terminou de disparar sobre o nosso coração. A música que vem a seguir é uma outra música… é uma batida diferente. É alegre!
A música toca, o artista canta, o sentimento instala-se. O sentimento de felicidade que tem a difícil tarefa de penetrar nos muros que erguemos. Uns muros erguidos pela vida que demos aos nossos demónios.

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